Ampliação e Remodelação da Central de Compostagem da Resiestrela, é inaugurada

 16 de Dezembro de 2011 – Culminando a empreitada de “Concepção, Construção e Fornecimento da Ampliação e Requalificação da Central de Compostagem da Resiestrela S.A.”, e após ter sido conduzido um período de testes, vai-se proceder à inauguração da Ampliação e Remodelação da Central de Compostagem, sita no Centro de Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos do Fundão, no dia 16 de Dezembro, pelas 12.00 h.

Esta intervenção, que importou num montante de investimento de cerca de € 3.300.000,00, (co-financiado pelo QREN – POVT, no âmbito do domínio de intervenção “Infra-estruturas Nacionais para a Valorização dos Resíduos Sólidos Urbanos) procedeu à actualização do processo tecnológico de tratamento mecânico e biológico dos RSU produzidos na área de actuação da Resiestrela S.A., e dotou-a de uma capacidade real de processamento adequada ao tratamento e valorização da totalidade do fluxo que actualmente demanda o sistema (em dois turnos de funcionamento). Possibilitou ainda a maximização da valorização da componente orgânica existente nos RSU para a produção de composto, o desenvolvimento do tratamento mecânico e implementação de um processo de separação automática que permite uma maior recuperação de materiais recicláveis.

Com esta intervenção foram conseguidas mais-valias para o Sistema Multimunicipal, nomeadamente ao nível de:

  • A introdução de melhorias de processo, quer na componente mecânica (melhoria da separação das fracções dos resíduos e da matéria orgânica), quer biológica (melhoria da compostagem);
  • O tratamento mecânico e biológico de cerca de 50.000 ton/ano de RSU (a um turno), que se traduz no processamento biológico de aproximadamente 30.000 ton/ano de RUB.
  • Com a introdução de um segundo turno, concretizar o tratamento mecânico e biológico da totalidade dos RSU gerados na área de operação da Resiestrela S.A. (cerca de 70 000 tons/ano)
  • Evitar a deposição de RUB´s excedentários em aterro sanitário, diminuindo as emissões de gases com efeito de estufa.
  • Maximizar a recuperação de materiais recicláveis (fracções embalagem de “papel/cartão”, “plástico”, “ECAL”, “metais”)
  • Proporcionar condições para a produção de um composto final da mais alta qualidade, em condições de segurança e fiabilidade quanto às suas características;
  • A minimização dos impactes ambientais e sociais;
  • O aumento da fiabilidade e sustentabilidade do funcionamento das infra-estruturas instaladas e a obtenção de melhores condições de higiene industrial;
  • A criação de 17 postos de trabalho;
  • A racionalização dos custos de operação e de manutenção;

 

A unidade entrou em funcionamento para período de testes em finais de Agosto, encontrando-se presentemente a funcionar à sua capacidade nominal de cerca de 50.000 ton/ano de RSU (a um turno).

A empreitada foi fornecida pela empresa nacional EFACEC Engenharia e Sistemas, S.A. no âmbito de um concurso público internacional, após a condução dos necessários estudos prévios realizados pela Resiestrela S.A e pela sub-holding EGF S.A.

Esta intervenção está contemplada no PAPERSU do Sistema Multimunicipal. Paralelamente e no âmbito das obrigações do PERSU II (em termos de desvio de RUB´s), contribui fortemente para os desideratos previstos na legislação nacional e comunitária em matéria das metas de desvio de RUB´s de aterro, colmatando em cerca de 10.000 ton/ano de RUB´s os quantitativos das unidades que estavam previstas no PERSU II e ainda não concretizadas.

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